Maldição de Malinche – maldição da negação dos povos da América Latina diante do imperialismo cultural e ideológico em todos os níveis

09 de janeiro de 2016, Bruno Lima Rocha

Malinalli Tenépatl, também como conhecida como Malintzin, la  Malinche, Marina em castelhano, foi uma das vintes mulheres escravas dadas ao conquistador-invasor español Hernán Cortés. Como intérprete e uma espécie de “consultora” das culturas e das relações sociais dentro dos povos dominados e estratificações de classe do amplo Império Asteca, aumentou a potencialidade destrutiva do s invasores, que somada com a falta de vontade de lutar dos dominadores internos, levou à destruição do Estado governado por Moctezuma II (Montezuma).

Uma das derivações da figura histórica de La Malinche é sua maldição, Maldición de Malinche, eternizada na letra escrita pela cantaurora mexicana Amparo Ochoa (1975), cuja versão do duo uruguaio Los Zucará ficou mais conhecida no Continente. Esta negação maldita de si mesmo, ou de nós mesmos, configura distintas denominações em cada país ou região da América Latina e mesmo nos bairros na forma de guetos da América do Norte. A letra abaixo é autoexplicativa e o vídeo que selecionei também tem esta intenção.

LINK PARA O VÍDEO

 

Letra de La Maldición de La Malinche – Amparo Ochoa

 

Del mar los vieron llegar

Mis hermanos emplumados

Eran los hombres barbados

De la profecía esperada

Se oyó la voz del monarca

De que el dios había llegado.

Y les abrimos la puerta

Por temor a lo ignorado.

 

Iban montados en bestias

Como demonios del mal

Iban con fuego en las manos

Y cubiertos de metal.

Sólo el valor de unos cuantos

Les opuso resistencia

Y al mirar correr la sangre

Se llenaron de verguenza.

 

Porque los dioses ni comen

Ni gozan con lo robado

Y cuando nos dimos cuenta

Ya todo estaba acabado.

Y en ese error entregamos

La grandeza del pasado

Y en ese error nos quedamos

Trescientos años esclavos.

 

Se nos quedó el maleficio

De brindar al extranjero

Nuestra fe, nuestra cultura,

Nuestro pan, nuestro dinero.

Y les seguimos cambiando

Oro por cuentas de vidrio

Y damos nuestras riquezas

Por sus espejos con brillo.

 

Hoy, en pleno siglo veinte

Nos siguen llegando rubios

Y les abrimos la casa

Y les llamamos amigos.

Pero si llega cansado

Un indio de andar la sierra

Lo humillamos y lo vemos

Como extraño por su tierra.

 

Tu, hipócrita que te muestras

Humilde ante el extranjero

Pero te vuelves soberbio

Con tus hermanos del pueblo.

Oh, maldición de malinche,

Enfermedad del presente

¿Cuándo dejarás mi tierra..?

¿Cuándo harás libre a mi gente?

 

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